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Textos para uma exposição: texto introdutório, brochura, textos de sala

Uma exposição não é apenas a montagem das suas obras. O espectador dedica uma parte significativa da sua atenção aos textos: lê a informação introdutória à entrada, as legendas junto aos quadros, folheia a brochura.

Textos maus conseguem «apagar» até uma exposição forte; textos bons constroem para o espectador um percurso e um sentido.

Como curadora de projetos expositivos, sei bem: os textos devem ser planeados ao mesmo tempo que o conceito da exposição, e não uma semana antes da inauguração.

O conjunto mínimo de textos de uma exposição

  • Texto introdutório — 1–2 parágrafos à entrada: sobre o que é a exposição e porque vale a pena vê-la. Escreve-se para o espectador, não para os colegas de profissão.
  • Textos de sala das secções — textos curtos que conduzem o visitante pela lógica da exposição.
  • Legendas e notas das obras — dados exatos (título, ano, técnica, dimensões) e, para as obras principais, duas ou três frases de contexto.
  • Comunicado de imprensa — instrumento de trabalho para os media: o acontecimento, os nomes, os factos, as citações, a informação prática.
  • Brochura ou catálogo — o que fica depois do encerramento e continua a apresentar o artista a galerias e compradores anos mais tarde.

Erros frequentes

O primeiro — escrever todos os textos no mesmo género: um texto introdutório redigido em linguagem de dissertação e um comunicado de imprensa escrito como um post de rede social falham de igual maneira.

O segundo — o excesso de retórica: «único», «irrepetível», «inconfundível», «genial» num texto sobre si próprio destroem a confiança num instante.

O terceiro — a falta de factos concretos: o espectador e o jornalista precisam de datas, nomes, escolas e materiais, e não apenas de impressões.

Porque vale a pena encomendar os textos a um historiador de arte

Um profissional escreverá cada texto no seu género, ligá-los-á num sistema único e manterá o tom certo: respeitoso para com o artista, claro para o espectador, convincente para a imprensa.

Para a exposição «Vitrais de São Petersburgo: um património frágil», de que fui curadora em 2021, editámos uma brochura — depois do encerramento da exposição, ela continua disponível nas principais bibliotecas do país, vive em acesso aberto e trabalha a favor do projeto.

Está a preparar uma exposição? Escreva-me — ajudo com o conjunto completo de textos, do conceito à brochura.